Como a gestão de riscos empresariais fortalece a estratégia das empresas?
Escrito por: Horiens - 02/02/2026
Em um ambiente de negócios cada vez mais exposto a incertezas econômicas, regulatórias, operacionais e tecnológicas, a gestão de riscos empresariais transcendeu as áreas técnicas das empresas para ocupar um papel central na estratégia de negócios. Com dados estruturados e tecnologia de ponta, especialistas do mercado de seguros conseguem apoiar as decisões e contribuir diretamente para a criação de valor no longo prazo.
Companhias que atuam em diferentes setores como indústria, energia, infraestrutura, agronegócio, mineração, logística, varejo, tecnologia, serviços, mercado financeiro, entre outras, convivem com riscos distintos, mas igualmente complexos.
Em comum, todas precisam lidar com um cenário em constante transformação, no qual eventos climáticos, mudanças regulatórias, volatilidade econômica, riscos cibernéticos e pressões reputacionais estão conectadas e impactam diretamente os resultados do negócio.
Nesse contexto, a gestão de riscos corporativos evoluiu: o que antes estava concentrado principalmente em perdas materiais passou a abranger um conjunto mais amplo de riscos, com efeitos diretos sobre a estratégia e a continuidade das operações.
Setores industriais e de infraestrutura, por exemplo, enfrentam desafios relacionados à segurança operacional e à proteção de ativos críticos. Já empresas de energia, mineração e agronegócio precisam lidar com riscos associados à transição energética, à sustentabilidade e às mudanças climáticas.
Por sua vez, os modelos de negócio voltados para a área de tecnologia, serviços e mercado financeiro precisam administrar riscos ligados a dados, continuidade operacional e confiança –
um novo olhar para os riscos que acompanham a própria evolução do mercado segurador.
Em entrevista à InfoMoney, Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), destacou que o mercado de seguros deve alcançar R$ 100 bilhões, com uma projeção de crescimento de 8% em 2026. Considerando uma inflação estimada em 4%, o setor tende a crescer cerca de 4% em termos reais, um indicador relevante da importância que a proteção e a gestão de riscos vêm assumindo nas decisões empresariais.
Essa evolução também se reflete na forma como o próprio mercado segurador vem incorporando tecnologia ao seu dia a dia. Tendências reunidas no site da Deloitte mostram que 76% das seguradoras globais já exploram soluções que estão crescendo rapidamente, como IA Generativa e ciência de dados, ainda que muitas estejam em estágios iniciais de adoção.
Na Horiens, o Risk Labs, laboratório de modelagem de riscos e análise preditiva com base em inteligência artificial (IA), tem sido uma ferramenta estratégica para transformar dados em insights, antecipar cenários de risco e fortalecer os processos de gestão e transferência de riscos em grandes empresas de diversos setores.
Esse movimento reforça a necessidade de integrar seguros, dados e governança a uma visão estratégica mais ampla. Uma gestão de riscos bem estruturada deve mitigar perdas, ampliar a capacidade das empresas de antecipar cenários e sustentar estratégias, apoiando a travessia de períodos de instabilidade com mais segurança. Nesse panorama, os seguros corporativos precisam estar alinhados à realidade de cada organização, evitando tanto lacunas quanto excessos de cobertura.
Em um mercado que exige consistência, visão sistêmica e maturidade decisória, tratar riscos de forma integrada deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um componente essencial da estratégia de negócios.
É dessa forma que a Horiens atua há mais de 45 anos, conectando riscos, seguros, dados e governança para apoiar empresas na tomada de decisão mais consciente, resiliente e alinhada a longo prazo. Mais do que proteger ativos, a gestão estratégica de riscos permite sustentar escolhas, fortalecer a continuidade dos negócios e transformar incertezas em vantagem competitiva.